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Quinta-feira, 03 de Abril de 2025, 10h:14 - A | A

PASSAPORTE NEGADO

PF nega passaporte a José Riva e reforça restrição judicial

A negativa foi dada pelo delegado Wilson Rodrigues de Souza Filho, que atualmente atua na Delegacia de Polícia de Migração (Delemig)

Da Redação

A Polícia Federal negou o pedido do ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Geraldo Riva, para a emissão de um novo passaporte.

 

A negativa foi dada pelo delegado Wilson Rodrigues de Souza Filho, que atualmente atua na Delegacia de Polícia de Migração (Delemig).

 

De acordo com a decisão, Riva está impedido de deixar o país e deve buscar autorização judicial antes de qualquer nova solicitação do documento.

 

O ex-deputado teve o passaporte apreendido em maio de 2014, após ser preso na quinta fase da Operação Ararath.

 

Na ocasião, ele foi detido junto com o ex-secretário Eder Moraes e transferido para Brasília.

 

Três dias depois, conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou sua liberação, mas impôs a entrega do passaporte e a proibição de saída do Brasil.

 

Mesmo após firmar um acordo de colaboração premiada em 2020, as restrições a Riva continuam vigentes.

 

O acordo previa dois anos de prisão domiciliar e, posteriormente, a prestação de serviços comunitários por oito horas semanais.

 

A progressão de pena ocorreu após ele comprovar a conclusão de cursos em temas como narcotráfico, organizações criminosas, tecnologia em negócios imobiliários e gestão de obras públicas.

 

No total, Riva se comprometeu a devolver R$ 92 milhões aos cofres públicos.

 

Com atuação política entre 1995 e 2014, Riva foi uma das figuras mais influentes da ALMT.

 

Em sua delação, ele detalhou um esquema de propinas a 38 parlamentares, totalizando R$ 175,7 milhões, durante os governos de Dante de Oliveira (1995-2002), Blairo Maggi (2003-2010) e Silval Barbosa (2010-2014).

 

Além disso, afirmou que R$ 38 milhões foram destinados à compra de eleições da Mesa Diretora da Assembleia.

 

A decisão da Polícia Federal reforça que a restrição a Riva permanece vigente, exigindo aval da Justiça para qualquer revisão de suas condições legais.

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