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Sexta-feira, 07 de Março de 2025, 14h:02 - A | A

ENTENDA

Inflação no café, alívio na laranja: o sobe e desce das commodities

Nos últimos 12 meses, o grão acumulou uma valorização internacional de impressionantes 112%.

Da Redação

O preço de um dos produtos mais amados pelos brasileiros — e por nós também! — continua em disparada. Em fevereiro, o café registrou uma alta de 18,78%, com o preço futuro fechando a US$ 3,94 por libra-peso.

O que está acontecendo?

Como mencionamos na semana passada, a combinação de oferta limitada, clima desfavorável e seca nas regiões cafeeiras do Brasil tem impacto direto na safra 2025/26. Nos últimos 12 meses, o grão acumulou uma valorização internacional de impressionantes 112%.

No mercado interno, a situação não é diferente. Os preços do café moído podem subir até 30% nos próximos meses, tornando-se um dos principais vilões da inflação alimentar no Brasil.

Do café para o suquinho?

Enquanto o café encarece, o suco de laranja segue o caminho oposto. Com uma queda de 24,25% na Bolsa de Nova York, a fruta se beneficia da previsão de uma safra promissora no Brasil, estimada em 228,5 milhões de caixas.

O impacto das commodities no seu bolso

Além do café e do suco de laranja, outras commodities também influenciam a economia brasileira:

 Açúcar: Subiu 6,27% em fevereiro, chegando a US$ 18,81 por libra-peso, impulsionado pela menor produção na Índia e no Brasil.
Cacau: Caiu 7,72%, mas os preços seguem altos devido a choques climáticos na África Ocidental.
Trigo: Teve alta de 5,92%, podendo pressionar os preços de alimentos como pães e massas.

Como o Brasil não é autossuficiente em grãos como milho e trigo, essas oscilações globais afetam diretamente o consumidor, encarecendo produtos essenciais do dia a dia.

Se o café já está pesando no bolso, é melhor preparar também o orçamento para os próximos impactos da inflação alimentar.

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